Texto Decorado

Resposta a Viegas sobre o Nosso Inverno

Julho 12, 2009 · 4 Comentários

Viegas Fernandes da Costa, colaborador do blog Um Escambau, postou lá uma crítica ao movimento que resultou no Nosso Inverno. Um posicionamento semelhante aos de Pépe Sedrez, Gregory Haertel e Márcio Cubiak (estes três ligados à companhia Carona de Teatro, integrante do evento), de que o movimento só é válido se protestar claramente, em forma de texto dramatúrgico interpretado na abertura da mostra, contra as políticas culturais da cidade.

Quem consultar as minhas postagens de fevereiro e março ali nos arquivos do blog vai entender melhor as razões dessa insatisfação, que compartilho. No entanto, entendo de maneira diferente o trabalho político de um artista, e o papel político da arte. Até porque a discussão toda se originou a partir de uma mudança no cronograma, em que o Espetáculo-Manifesto foi transferido da posição de segunda atração na programação, às 19h, para a 1h, por questões de infra-estrutura, já que logo em seguida viria um show da banda Casa de Orates no mesmo palco, e este show tem uma aparelhagem muito semelhante ao do show de abertura, do Pochyua – e de montagem demorada.

Chamados para discutir o cronograma, os integrantes do Espetáculo Manifesto se manifestaram só depois do prazo estipulado pra discutir o assunto, e pelo que parece apostaram na impressão que tiveram, a de que havia um boicote da organização contra o espetáculo.

Enquanto membro da Comissão Organizadora do Nosso Inverno, defendi que o Espetáculo Manifesto fosse modificado para amenizar o tom de repúdio às políticas culturais do município. Uma reunião com os autores da peça pra tratar do assunto, no entanto, resultou num acordo de que o teor agressivo permaneceria ou seria até acentuado, e que apenas seriam modificados os trechos que colocavam o público numa situação um pouco diferente da que se espera para um espectador: alguém que não sabe que a briga está acontecendo e acompanha um posicionamento fora de contexto, uma fala de artista contra governante, contra a Furb e contra outras instituições que vejo como possíveis aliadas numa caminhada que está apenas começando, rumo à popularização da arte em Blumenau. Infelizmente uma acusação foi levantada por eles por e-mail antes que confirmassem o real motivo da transferência.

Política e arte

Quando tinha 19 anos, cometi uma imprudência política. Na Igreja Matriz de Itajaí, antes de uma missa de sábado à noite, distribuí aos fiéis panfletos com argumentos anti-cristãos, escritos da forma mais racional que eu consegui, a fim de provar por A + B a falsidade dos discursos que ouviam semanalmente naquele estabelecimento imponente no centro da cidade. Fui enxotado. Me orgulhei na hora, é verdade, mesmo porque dois garotos pararam para ler e discutir entre eles o texto. Isso antes de eu ser empurrado por um ministro da eucaristia.

- Tu vais bater em mim aqui na Igreja? – desafiei, na esperança de acabar no Diarinho.

- Vou! Se tu vais falar mal do meu “pai” eu vou te bater sim.

Ri porque estava provado que o catolicismo não amansa ninguém nem pode gerar uma espécie de “amor total” entre os seres. Ou eu achava que estava.

Passados seis anos, ainda não colhi frutos daquele ato medíocre nem tive sinal de alguém que tenha mudado seu pensamento a partir de meu texto. Só colhi as risadas do meu amigo e então professor de Sociologia, Magru Floriano, a quem fui pedir conselhos sobre como continuar o que supunha ser uma empreitada rumo à revolução religiosa. Hoje ainda o encontrei e rimos daquele erro. Não virei católico, mas sei que organizar uma roda de samba no altar teria me ajudado muito mais a converter cristãos ao ateísmo.

Sempre pela vontade do grupo

Talvez eu cometa outro erro ao acreditar no movimento de popularização da arte na cidade, mas me parece uma caminhada bem mais sensata que a do meu sonho aos 19 anos. E desta vez estou com a proposta certa no lugar certo, acredito.

Assim também entendeu o coletivo que estruturou a proposta do movimento, com cerca de 30 artistas reunidos dia 18 de maio em assembleia na Fundação Cultural de Blumenau. Era o momento de discussão, agora é o momento de oba-oba.

No momento de protesto, eu estava lá quando jogamos na cara da presidente da Fundação Cultural e do presidente do Teatro Carlos Gomes as nossas insatisfações. A conclusão que se tirou foi a de que deveríamos fazer em vez de falar. Essa conclusão foi destrinchada e colocada em discussão várias vezes para todo o grupo de artistas, inclusive para quem agora questiona uma alteração de horário a partir de um cronograma prévio. Aliás, o Espetáculo Manifesto, quando começou a ser bolado, não previa que fosse apresentado num horário inicial. Quem decidiu assim foi a Comissão Organizadora, a quem se outorgou esse direito em assembleia geral.

Agora, no espaço que pedimos pra arte, antes de tudo é preciso pensar em arte, e o espetáculo Manifesto integra o evento, não o resume, porque ainda nem sabemos como é esse movimento. Vamos ver com o tempo.

Divulgação é pra quem faz

Talvez o “oba-oba”, a propaganda do evento, tenha provocado no escritor um repúdio ao que ele chamou de “onanismo coletivo”, mas eu, debaixo dos meus oito anos de arte, dos quais quatro em Blumenau, dois num tremendo vazio e os dois últimos surpreso com a crescente movimentação artística da cidade, só tenho que estimular que um encontro como o Nosso Inverno aconteça, até mesmo para suscitar o debate que se inicia pelo texto de Viegas, e pela troca de ideias que ocorre no grupo de e-mails dos participantes.

Estamos todos nos descobrindo num novo momento artístico, até mesmo porque, independentemente de todo o processo histórico de mobilização descrito por Viegas, tanto o público como as ferramentas de trabalho e divulgação mudaram, e novos artistas surgiram. É uma nova cena.

Aqui no meu blog e em outros meios cansei de ver gente tentando nomear esse movimento. Há uma necessidade de se identificar essa nova onda de arte na região, e tudo começa por nos colocarmos lado a lado sem distinção, chamando o público e participando em conjunto dessa construção de uma identidade.

A origem

“Lembro-me quando o Márcio lançou a ideia lá no Escambau”, refere-se Viegas. Que ideia? O Márcio propôs invadirmos a praça, trocamos algumas palavras sobre o assunto, um grupo foi por outro caminho e ele abandonou a ideia. Mas quem criou o Nosso Inverno não o abandonou. Tanto que temos a parceria com o Sesc e com o Carlos Gomes e a divulgação que a mídia tem dado, além do apoio de pessoas simpáticas ao Festival de Teatro. Cada cidadão está livre para levar adiante (ou não) o projeto que considera mais adequado pra sociedade.

Provincianismo

“O festival movimenta gente de fora, o Nosso Inverno movimenta quem?”, pergunta Viegas. O Festival de Dança de Joinville movimenta muito mais, então vamos desistir do Fitub porque ele não interessa, é isso? Será?

Ou será que temos que ser provincianos, como critica Viegas no próprio texto, e prestigiar só o que está aqui?

Temos que esquecer rivalidades e saber que todo evento é bem-vindo, como Viegas concorda, e que podemos “beber da cachaça” que quisermos. E saber que um evento feito em três meses por artistas sem ser pago pelo poder público ou por uma universidade não tem como atrair participações de artistas de fora. Não numa primeira edição, mas se tudo der certo um dia vai ser assim.

Purgatório

Outra frase do texto: “A cidade precisa purgar seu descaso”. Faça um purgatório e convide a todos. Eu compareço e prestigio até onde eu aguentar. Quem mais?

Na ativa

Viegas diz que ninguém fez nada pelo festival. Os artivistas do Nosso Inverno estão fazendo. Todos sentimos falta. Mas, se Viegas pede “desculpem o desabafo, mas não aguentava mais ficar quieto”, eu rebato: desculpem o Nosso Inverno, mas não aguentava mais ficar parado.

Por isso um evento que gera o debate, que traz à tona os trabalhos dos novos artistas. Por isso queremos a presença, lá, de todos que gostam de arte, inclusive no Espetáculo-Manifesto, mas não concordo que o teor do evento seja um protesto, e por isso não vejo como primordial a colocação do espetáculo pra abrir o evento, colocando em cheque uma infra-estrutura baseada num pedido da assembleia de 18 de maio, de que o evento fosse tocado por 24 horas seguidas, o que valoriza o horário da 1h.

Beijos, abraços, vamo que vamo!

“Conforme proposta elaborada pelo coletivo de 53 artistas nas assembléias gerais realizadas em maio no espaço cedido pela Fundação Cultural de Blumenau, o coletivo se compromete, através de uma dinâmica construída e dialogada nas várias linguagens artísticas, a realizar um Evento Multicultural, gerindo a possibilidade de mostrar arte, e criar um espaço de confluência para o público, através da representação do grande momento artístico que vive nossa região” – trecho do projeto publicado dia 9 de junho no blog do Nosso Inverno.

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Sketch, esquete, ou rascunho mesmo

Julho 8, 2009 · 1 Comentário

sketch zica

Sábado de manhã tem desenho ao ar livre na praça do Biergarten, em frente à Choperia Expresso, em Blumenau. Que o sol perdure até lá!

O evento, organizado pelo ilustrador Darlion Amorim, é um encontro de interessados em desenho, reunidos com seus materiais a partir das 9h pra fazer artes visuais na praça. Todo mundo está convidado.

A iniciativa segue o modelo do Sketchcrawl, evento que faz sucesso em grandes cidades do mundo. Agora é noise!

Sketch, em inglês, é rascunho. No teatro já virou “esquete”, as pequenas cenas de exercício. No desenho perdura a palavra globalizada, que parece um espirro.

Na real o legal mesmo é desenhar ao vivo, trocar ideias e colocar na net imagens como a de cima, com o charme da marca do caderninho. Aquela ali é uma esquete minha feita em Itajaí mês passado. Chegar em Itajaí é desfrutar o prazer das “zicas” (”bicicleta” em peixerês) e das ziqueiras, claro. Viajei numa imagem dessas.

Mais informações sobre o evento aqui

Até sábado!

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Primeira pintura ao vivo do Butiquim

Julho 7, 2009 · 1 Comentário

Quinta-feira, às 22h30, a banda Coisa Nossa toca o jazz no Butiquim Wollstein e a pintora Mariana Bonifatti pinta uma tela ao vivo. A obra vai ser leiloada no final do show (lá pela 1h da manhã, normalmente)

Grande ideia de mais uma artivista de Blumenau!

O Butquim fica na Galeria Scheidemantel, na Rua Floriano Peixoto, coladinha à Rua Curt Hering.

Confira trabalhos da Mariana no Espaço Mabeck, que abre hoje na Rua Paraíba.

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Blues me now

Julho 7, 2009 · Deixe um comentário

Inaugura sexta-feira o Blues Bar Blumenau, às 22h, na R ua Gov. Jorge Lacerda,277. O primeiro show será da banda Os Chefes, com abertura dos blumenauenses e inverneiros da Delones Blues. Ingressos no local a 15 pila. Telefone do lugar: (47) 3330 32 04.

Vida longa a esse espaço que parece ser de boa música, em meio a uma enxurrada de sertanejo.

Rock and roll

Aproveito o momento musical pra indicar a audição do novo CD da banda Provisório, que me dá saudade do tempo que o Observatório Bar era um bar rock. Comprado pelos donos do Riska Faca, o lugar infelizmente mudou praquele famigerado estilo do chapéu e bota.

http://www.myspace.com/bandaprovisorio

Rock dançante com letras sacanas. A Provisório lança o álbum dia 31, uma sexta, no Teatro Carlos Gomes. Noite que antecede o Nosso Inverno. Um bom aquecimento!

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Mabeck incentiva o mercado

Julho 6, 2009 · 1 Comentário

O Espaço Mabeck está lindo, com obras de Felipe Lobe, Bruno Bachmann (uma gigantesca como ele gosta) e a fera Elias Andrade, de Floripa, entre outros.

Além do Clóvis no atendimento, Rodrigo Dal Molin está no trabalho de venda externa.

Amanhã não tem cerimônia pra inaugurar. O negócio é chegar, das 10h às 12h e das 13h às 19h, e conhecer os trabalhos dos artistas e a excelente iniciativa da Marion Bubeck.

É hora de chegar no cliente, de saber o que o público quer e dar um gás no mercado. Com o tempo vou relatando aqui como a produção local lida com essa questão. Que artistas vão topar se adequar ao gosto dos arquitetos e dos consumidores? Que obra de arte fica legal numa sala?

A lei pra mim é ganhar dinheiro com arte, por isso estou fascinado e aposto: o Mabeck, único do gênero em Blumenau, é a grande tacada pra esse movimento de novos artistas da região. A oportunidade que faltava pro movimento de pessoas que investem na própria capacidade de entender e representar os sentimentos.

Vida longa. Visitemos, então! Rua Paraíba, 115. Também abre aos sábados, das 10h às 13h.

Aproveito pra publicar pela primeira vez no blog a imagem de uma tela minha que está à venda no espaço, junto com Sambista, Adormecida e Salsa em Vermelho e Amarelo.

Pés na areia

pés na areia500

acrílico sobre tela – 60 x 80 cm – R$ 670,00

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Bruno e Nestor amanhã em Itajaí

Julho 6, 2009 · 1 Comentário

Obras de Bruno Bachmann e Nestor Jr. estão de hoje até dia 22 na Univali de Itajaí. Os dois também participam do coletivo Nosso Inverno e estarão dias 1 e 2 de agosto no Teatro Carlos Gomes. A arte deles tem invadido espaços alternativos da cidade, como paredes de bares e escolas e exposições na Aliança Francesa (algumas obras foram instaladas e retiradas, mas outras continuam estampando as paredes da instituição, na Alameda).

Bruno Bachmann mexe com colagens e faz uma arte que se aproxima da visão infantil sobre o mundo, com questionamentos sobre a convivência do homem com o espaço, tanto o urbano quanto a natureza. Prédios são armas e cabeças são terrenos, ruas viram linhas que ditam a harmonia dos desenhos, e a gana pela arte se fixa em caixas, janelas, papel, muros.

Nestor Jr. distorce as formas de corpos humanos e usa a sensualidade e o mistério na relação dos corpos com figuras abstratas dispostas pelos painéis. Trabalha principalmente com papel Paraná, em medidas de cerca de 1 metro quadrado. Com um proposta bem definida, juntou os trabalhos no ano passado e começou a abrir portas para expor em universidades, bares, e onde sentir que exista um empreendedor aberto a novas ideias. Um expoente da ilustração local reconhecido por revistas estrangeiras e um pesquisador de oportunidades.

Tem mais gente, muito mais gente boa ainda pra brilhar em Blumenau. Mas o fato é que o brilho desses dois em terras peixeiras este mês é uma mostra de que há espaço e há público. Vamo que vamo!

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Pretexto com nova arte de Blumenau

Julho 5, 2009 · 1 Comentário

De 15 de julho a 15 de agosto fica aberta, na Casa Sesc de Blumenau, a mostra Pretexto de Artes Visuais. Estarei lá.

divulga Pakua

detalhe de obra

Eu e os seres de todo mundo, mais os novos artistas blumenauenses Bruno Bachmann e Gláucia Maindra, entre outros.

Desafiado pela curadora Letícia Cardoso, preparo uma exposição contemporânea. Interação com o público e inovação no formato são características marcantes dessa proposta, e a Pretexto é só arte contemporânea. Pra mim, um trabalho de pesquisa que está também gerando frutos pra minha produção no Nosso Inverno. A influência da Letícia, dos meus amigos artistas em Blumenau e das leituras na biblioteca da Furb têm mostrado que eu posso, sim, ser contemporâneo (por muito tempo tive medo dessa transformação). Mas não é fácil, já que na escola só estudei estilos antigos e acabei começando a caminhada na arte, este ano, com pinturas em tela. Pra quem não sabe, a tela é o suporte clássico por excelência e um formato bastante questionado pelos contemporâneos.

Simbora, então! A Pretexto é um bom momento pra quem tem interesse em conhecer a produção local e entender um pouco mais de artes visuais. Visitem!

Outra dica

Pra quem gosta da tela como suporte, terça-feira à noite abre o Espaço Mabeck (sorry, ainda não sei o horário), na Rua Paraíba, em Blumenau, no antigo Espaço Plural, pertinho da igreja evangélica da Rua São Paulo. Perto do bar KGB (ficou mais fácil?).

Mabeck

Iniciativa da Marion Bubeck. Galeria pra comercializar as obras dos artistas. No atendimento o artista visual Clóvis Truppel. Duas pessoas que com certeza deixaram saudades pelo seus trabalhos na Fundação Cultural de Blumenau.

Ainda na terça, só que em Itajaí, Nestor Jr e Bruno Bachmann expõem obras na galeria da Biblioteca Central da Univali. Até dia 22. Confira aqui amanhã à noite uma apresentação dos trabalhos deles pra acompánhar melhor a exposição.

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Horas pro Nosso Inverno

Julho 4, 2009 · Deixe um comentário

Horas de trabalho, horas de ansiedade, em nome das 24 a serem proporcionadas pra multidão entre os dias 1º e 2 de agosto. Queríamos um evento ideal, com pelo menos 30 pessoas contratadas pra ficar umas duas semanas só dedicadas ao Nosso Inverno. E a comissão…poxa, a comissão podia ganhar por hora de reunião.

É verdade, eu gosto de grana. Mas, é verdade, enquanto dá a gente faz uma força. E se não der? E como não ia dar? Sempre tem jeito pra fazer bem feito um evento histórico. Esse sim, o maior evento da história de nossas vidas. Porque pode ficar maior, mas esse vai ser o primeiro. Porque eu posso estar só há 4 anos em Blumenau, mas tem quem me conte que nunca foi assim. Tem quem escreva a história, conte. E tem a gente, de quem vai se escrever depois. A gente. Duzentos. São pelos menos duzentos artistas envolvidos.

Calma, eu vou falar de alguns deles depois por aqui. E eu vou fazer uma lista de links. Depois, eu disse. Por enquanto, estão todos no blog do evento.

Abraços! Boa noite, que a do 1º de agosto vai ser A Noite.

Esteja lá, hein…Teatro Carlos Gomes…goste ou não de arte, agora é a hora de ver o que a cidade é capaz de fazer pela cidade. É de graça, vai ter muita gente, vai poder rir à beça, é num teatro bonito, confortável, tá todo mundo assinando embaixo pela qualidade do evento…o Sesc entrou de parceiro pra sonorização (digrátis), o presidente do Carlos Gomes disse mais ou menos que vai ser ducaralho… Tu sabes, né? Esse é o evento.

Acesse o blog coletivo e acompanhe o passo-a-passo dessa galera!

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Possibilidades da tinta

Junho 26, 2009 · 1 Comentário

Luciano Guabiruba500

Entre o real e o abstrato…

Sol in red500

…me exercito e atendo clientes. O primeiro é uma encomenda, o segundo um exercício. O primeiro, com a devida autorização do dono, publiquei pra mostrar que é possível passar meu estilo das caricaturas digitais pra tinta e tela. Fiquei muito feliz com isso. É uma tela de 27 x 40 cm.

Esses dias uma curadora me incentivou a explorar a força do pulso. Investir em superfícies pequenas. Foi uma conversa edificante. Voltei pra casa muito maluco, vi muito trabalho bom de grandes ilustradores na net e tô pensando cada vez mais em trabalhos pequenos que possam ser ampliados. Gráficas são ótimas parceiras. Coincidentemente um cliente me pediu uma obra pequena. Me diverti bastante.

A outra imagem é em eucatex, de 40 x 40 cm. Já tem mais de um mês, esteve na exposição Clio no Cio na Fundação Cultural, mas agora que veio a vontade de postá-la. É o meu caminho. É pra onde eu quero seguir  na tinta. Mas isso assim que eu voltar pra tinta e madeira. Madeira é ótimo. Menos absorvente. Parece que a tinta é mais minha, está mais na mão e não é sugada pela superfície. Com isso dá pra brincar melhor com os restos que ficam das pinceladas, usar a mescla da tinta que ali estava com a que é jogada por cima. Muuuuito divertido! “Schblentz” divertido (advérbio de intensidade lindo criado por uma amiga minha).

Enfim, sigo com outras propostas agora, mais restrito ao papel e ao Photoshop, mas fica a dica pro Dia dos Pais ($$ tchirim $$) da caricatura em tela, ou mesmo de uma imagem mais expressionista, como a de baixo.

Aliás…

Olha o que essa gênia faz com superfícies pequenas

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Enquanto isso, na TAC Produções

Junho 17, 2009 · 3 Comentários

Eis aí uma pequena mostra do trabalho coordenado pelo diretor Diego Lara, da TAC Produções. Um roteiro maluco, eu e Bruna Machado. São os componentes desse ensaio gravado em Itajaí segunda-feira. Em breve nos telões desse planeta. Como diria o próprio Diego, vai ser o melhor filme da história da humanidade!

Interpretar pra vídeo é delicioso. Depois de quatro anos e pouco de experiência em teatro, chega a hora de minimizar as ações, se ater aos detalhes e, claro, poder TER o resultado do trabalho. Chega de efmeridade. Chega de saber que aquele amigo ou aquela gata não pode comparecer ao espetáculo! Agora ninguém tem desculpa pra deixar de aturar a mim e, claro, às ideias malucas do Lara.

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Virou papel

Junho 17, 2009 · 1 Comentário

O festival Nosso Inverno está na capa do caderno de Lazer do Jornal de Santa Catarina de hoje. Excelente texto de Wania Bittencourt. Leia abaixo ou aqui.

Santa 17 06

E como ficou bom ali o Painel do Escambau, hein? Vamo que vamo!

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Vale a pena ver: Hysteria

Junho 9, 2009 · Deixe um comentário

Passe agora no Sesc de Blumenau ou de Itajaí e garanta seu ingresso para o espetáculo Hysteria, da companhioa XIX de Teatro (São Paulo). É de graça e a peça é maravilhosa.

Sábado, 13 de junho, em Blumenau.

Domingo, 14 de junho, em Itajaí.

Alguns trechos do texto que escrevi depois de ver a peça, em 2007:

“A combinação das quatro personagens centrais de Hysteria é magnetismo para as espectadoras. Clara descobre sua sexualidade aos treze anos, M.J. pede mais coito a todas, Hercília lamenta que as mulheres não tenham aproveitado o movimento do 15 de Novembro e Maria Tourinho questiona o casamento. Nini, a inspetora do hospício, tenta corrigir as internas segundo as ordens repassadas pelo Dr. Mendes.

A situação torna-se chocante logo no início, porque a interação com as mulheres e o dedo em riste de Nini as coloca também em condição de loucas, e as piadas com o contraste de costumes das duas épocas doem por trás de nossos risos. Nós sabemos que, daqui a algumas décadas, alguém vai rir da nossa maneira de tratar as mulheres e, o mais forte e inflamável, do comportamento dessas mulheres.

A guerra dos sexos nos priva de muito aprendizado. A nós e a elas. Quero abraçar todas as mulheres neste final de texto, como quis naquele fim de peça. Embora algumas, eu sei, me perguntem Como-se-eu-não-tenho-chance, Como-se-os-homens-não-ouvem, há sempre a maior das expectativas. Se dizem que há sexo por toda parte, é porque ainda não viram que há apenas mulher. O feminino. E, no entanto, as que mais podem mudar o mundo só pensam no pior do masculino, o espectador inato. A platéia da Hysteria.

O mundo precisa das persongens de Hysteria, com gritos cada vez mais fortes, danças cada vez mais saltitantes, gargalhadas. Umas puxando as outras. Mulheres pedindo prazer. A elas seremos eternamente gratos. Amem sem acento, não louvem, lovem! Amém!”

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