Tenho buscado demais ser como meus ídolos, mas acordei hoje disposto a confirmar meu voto às letras e imagens, aos cartazes, às folhas, às telas. Me levantei apaixonado pra dizer não ao teatro, assisti à palestra do editor da Zero Hora com vontade de reportagem e, pra não dizer que não pensei duas vezes, vi um ídolo no You Tube. O Michel, claro, o Melamed. Nessa entrevista, falavam tanto dele que parecia que era um artista completo, mas eu notei: ele não desenha.
Agora, aqui, no quarto que é meu único palco e nem é meu, esqueçam se Caetano desenhava e nasceu pra ser cineasta, se um ou outro também aparece com a tese “artista bom faz de tudo”. Eu vou só escrever e desenhar.
Preparo a mesa, os papéis, os programas e arquivos. Aqui vou eu, tentar ser gente e dominar o terreno do erro em tinta e papel. Bem assim, guerreiro sem ambição, com direito a rodas de samba e gritos na rua pra não apagar o resto de adolescência multiartística.



2 respostas Até agora ↓
cami // Março 11, 2008 às 12:30 am
bom bom bom bom!
cami // Março 11, 2008 às 12:32 am
eu trabalho, na dissertação, também com esta questão do “ato solitário” da escrita, que o melamed cita, rapidamente… bacana!!!