Fui na terça, fui na quarta, e pediram pra voltar na sexta. Pra comprar ingressos antecipados pro Festival Internacional de Teatro (Fitub) na Furb. Nos dois dias, a desculpa que não puderam vender porque os ingressos não estavam impressos. Só que tinham divulgado pra ir lá garantir, e a atendente falava como se fosse brincadeira. Sim, há quem trabalhe com arte e ache arte brincadeira. E nada quis fazer pra solucionar meu problema.
Doença, stress no trânsito, tudo seria evitado com arte, mas o povo só fala de arrumar os hospitais, as estradas e as leis. É preciso sangue na arte, e em grandes doses pra Blumenau. Onde está o poder público no maior evento de arte da cidade (este, o Fitub)?
Eu tive que pedir pra incluir meu nome pra deixar ingresso reservado quando eu chegar pra peça de abertura, sexta. Pediram pra eu chegar horas antes, “ou será difícil explicar pra todos na fila que eu estou te dando o ingresso”. Pera: quem terá chegado primeiro, eu ou eles? Quem tem que entender alguma coisa?
Há que se notar que a Furb arca com o prejuízo do festival e que os professores e alunos que fingem organizar o evento estão dando aula até hoje (hoje mesmo, quarta-feira). Então, quem olha pelo festival? Quem vai cuidar pra que ele não morra, pra que o serviço público primordial do município continue sendo prestado pelos próximos anos?
O blog fica focado no festival até o fim do evento. Se eu conseguir ingressos, vou a todas as peças da noite. Teatreiros, bem-vindos! Abraços. Que o próximo barulho seja o do aplauso!



3 respostas Até agora ↓
Gio Ramos // Julho 2, 2008 às 11:42 pm
Na boa, sempre é bagunçado a venda de ingressos. Espero consequir para a peça de domingo à noite, a ÚNICA que poderei ver!
duwe // Julho 4, 2008 às 12:21 am
Poder público entrou com 200 mil. E concordo, falta profissionalismo em algumas áreas da arte na cidade, mesmo assim ainda bato palmas para os guerreiros que ganham muito pouco pelo esforço. Como em todos os anos, a sensação geral é satisfatória, pelo menos isso.
Labes // Julho 7, 2008 às 1:23 pm
Pois é, Daniel. Vale lembrar que há muitos anos o município, por questões políticas, deixou de lado o Festival, que foi criado na parceria entre Furb e prefeitura. Agora, vamos lá: tirando o sucesso dos outros anos, neste o Festival tornou-se internacional. E o que lemos nas bandeirolas estúpidas da rua XV? Festival Tralalá de Danças de Blumenau e tal.
Infelizmente, os 200 mil não bancam quase nada. Só o aluguel do teatro já come isso. E, infelizmente, o que resta é apelar à iniciativa privada. Nãio digo que o município devesse arcar com as despesas; mas ajudar com suporte e divulgação já seria um grande passo e uma grande ajuda.
Pois bem. Vou te lendo.
Abração.