Costa de Souza

Entradas do Setembro 2008

Escolha

Setembro 23, 2008 · 1 Comentário

Vamos?

Categorias: Quadros
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Rolling Stones

Setembro 23, 2008 · 1 Comentário

Caneta nanquim no bom e velho sulfitão barato. Do meu arquivo do Flickr, mas ainda inédito por aqui.

Categorias: Humor gráfico
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Feliz aniversário!

Setembro 15, 2008 · 3 Comentários

Parabéns! Você visitou o post do primeiro aniversário do Texto Decorado! Taí um desenho pra ti e um convite pra ficar mais um ano no meio de tintas, corpos femininos, filosofia e novos amigos. Antes de apagar as velinhas ou desfrutar dessa surpresa do bolo, faça um pedido pro próximo ano lá nos comentários!

Obrigado a quem criticou, elogiou e sugeriu assuntos desde 15 de setembro do ano passado, me mostrando o caminho pros posts seguintes. Construímos juntos um espaço com minha visão escandalosa de sociedade e o que os leitores gostam de ver. Um ano, 11.764 acessos até ontem. Mais que os números, os contatos novos, os reencontros e a ligação constante com os amigos me motivam a acreditar no blog.

Ficam algumas estatísticas curiosas desses 12 meses. A primeira, para os posts mais clicados, que não são necessariamente os mais lidos. A segunda, para os termos que mais trouxeram os leitores ao blog pelo Google e outros sites de busca.

Posts mais visitados
Padres pedófilos – 345 acessos
Visão de futuro – 227
Feliz Páscoa! – 225
Caricatura e abstração na dança e nas artes visuais – 176

Termos de motor de busca
futuro – 136 vezes
padres pedófilos – 80
padres pedofilos – 77
texto quem sou eu – 70
feliz pascoa – 65 vezes
Detalhe: “feliz páscoa”, com acento, foi buscado 17 vezes

Categorias: Vale do Itajaí - SC
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Mais robôs, pelo futuro da arte

Setembro 12, 2008 · 1 Comentário

Eu vou nascer em 2020. Pra ver essa revolução que o pessoal da robótica promete. Um robô pra tirar o lixo, limpar a casa e,principalmente, pra tirar todo dinheiro da mão de quem estudou mecânica e passar pra mão dos artistas.

Vi numa feira de inovações tecnológicas, as Olimpíadas do Conhecimento, do Senai, um professor explicar sobre a mudança que os robôs trarão às empresas em cerca de 50 anos. Já faz meses que fui nessa feira, mas só ontem me veio o estalo: vai ter mais gente precisando de um artista, a única função que um robô nunca poderá exercer.

Os trabalhos mecânicos ficarão cada vez menos a cargo dos homens. Por exemplo, o pessoal vai contratar uma empresa terceirizada pra cortar a grama e a empresa vai mandar robôs executarem o serviço. O dinheiro que é investido em tecnologia terá que ser mantido, pra que se chegue a um novo estágio evolutivo, mas o dinheiro que iria pagar os empregados sobra na mão dos patrões, que estarão sedentos por arte pra fugir de um mundo tão reto e chato, cheio de robôs.

>>Você acredita que vai ser melhor fazer arte em 2058?

 

Talvez entrar em cena, dar uma risada e encerrar o espetáculo dê dinheiro a um ator. Talvez uma pessoa pintando em praça pública impresisone tanto que se torne um símbolo de uma cidade. Talvez.

Para questionar esses dogmas (acho que alguém já pensou o mesmo que eu sobre a oportunidade que se abre) o artista Leonel Moura expõe, em São Paulo, um robô que ele jura ser capaz de pintar tão bem quanto um homem. Não acredite! A exposição vai até domingo, no Itaú Cultural.

A Bravo deu em agosto. Tô atrasado no assunto, mas acho que ainda dá tempo de eu nascer até lá e virar um multiartista sem morrer de fome.

Categorias: Arte
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Meu Sete de Setembro

Setembro 8, 2008 · 3 Comentários

Fiz minha interferência anti-patriótica no Sete de Setembro: no estádio Augusto Bauer, em Brusque, antes do jogo entre Brusque e Concórdia, fiquei sentado durante a execução do Hino Nacional. Quem me ouviu contar isso diz que “tudo bem, estamos numa democracia, liberdade de expressão”, mas ninguém no estádio fez o mesmo. Acho que ninguém sabe muito bem o que fazer com essa tal liberdade, como já questionava um poeta do pagode. Como um cidadão que disse que não suporta a selação do Dunga, mas que acaba “torcendo pelo país da gente”, falta paixão do outro lado. Falta chorarmos com as canções de amor e não de guerra, símbolos do fim do militarismo.

Não cantei o hino. Pego carona numa onda que, felizmente, surgiu entre os colunistas do Jornal de Santa Catarina, Fabrício Cardoso e Maicon Tenfen, apedrejados pelos leitores na seção de cartas quando contrariaram um projeto ridículo da Câmara de Vereadores de Blumenau: obrigar a execução do hino dos progressistas em escolas públicas.

Ops, esse hino é criação de uma laia que quer o Brasil ordeiro e produtivo, com o povo achando que vai tudo às mil maravilhas. Vai?

Ato cívico: não vi o desfile porque acordei das 9h às 11h, mas vi um fardado voltando da passeata, de ônibus, às 14h. Terminou de comer um salgadinho e jogou o pacote pela janela. Se eu ainda sei o hino de cor, nada faz menção a sujar as vias públicas.

Categorias: Crônica
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Curitiba e eu

Setembro 2, 2008 · 4 Comentários

Sentado do lado de uma lindinha que não me deu oi e a quem não dirigi um ai, viajei por quatro horas na manhã de sábado e cheguei aos pinheiros e à gripe em Curitiba. Gripe do ar condicionado, agravada pelo ar seco da metrópole mais próxima da minha terra. Muito bem recebido pelos meus primos, andei pelo centro, assisti a duas peças, perdi o medo de andar sozinho numa cidade grande e descobri o que quer dizer Curitiba.

Pros indígenas, a palavra significa “muito pinheiro”. Pra mim, uma cidade com muitas oportunidades de trabalho, uma gente desconfiada e um ar de inverno capaz de intimidar meus planos de morar lá pro resto da vida.

A viagem foi a primeira de uma série em que pretendo responder o que me intriga há três anos, desde que vim pra esse verão infernal de Blumenau: onde eu poderei morar pagando o financiamento de um apartamento, em vez de pagar aluguel?

Gente

O povo é uma mistura que eu nunca tinha visto. Muitos pardos, com uma ou outra marca de japonês, índio ou negro, mesmo que a cor da pele seja outra. O medo é constante. As gurias tratam o homem como um estuprador em potencial, a menos que alguém de confiança o apresente muito bem. O taxista que não conversa me fez pensar: eu devia ter pegado um ônibus. Sim, porque a vontade de conversar sobre Curitiba foi um dos motivos pelos quais eu paguei mais caro a ida à rodoviária. O taxista de Blumenau não me deixou quieto. E eu pensava que o povo aqui do forno era antipático!

Clima

Seco e gelado direto na garganta. Gripe no final da tarde que deve persistir ao longo da semana. No final de semana, previsão de ficar sem voz.

Mulherada

Extravagante. Ponto.

Mercado de trabalho

Se eu quisesse viver de fazer caricatura na praça, tava feito. Não só pela quantidade de praças movimentadas, mas porque é fácil desenhar a maioria dos curitibanos. Pra arte, parece que pelo menos a pintura e o teatro têm espaço e incentivo. Pra jornal, uma grande rede da RPC foi só o que percebi. Pra assessoria de imprensa, um prato cheio.

Alfinetada

Viajei de volta pra casa ao lado de uma menina que vinha de um passeio na Bahia. Diz que já conhecia o litoral de lá e confirmou que o verão de Blumenau é pior. Até agora ninguém com conhecimento de causa me disse o contrário, ou sequer declarou empatada a disputa entre o Nordeste e o Forno.

Categorias: Crônica
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