Entradas do Outubro 2008
Perto do final do ano cultural, quando ainda estamos livres do monstro vermelho de barbas brancas, três dos grandes destaques da cena artística de Blumenau fazem apresentações pra quem quer conhecer ou reconhecer as obras-primas de 2008.
Amanhã, sexta, às 20h, o grupo Capivara Cultura Rítmica chama todo mundo pelo marcatu, para entrar em transe na Fundação Cultural de Blumenau. O grupo começou ano passado com a inovação de trazer o ritmo pernambucano para o Sul. Este ano, cresceu, participou do Festival Universitário da Canção e marcou as festas pós-espetáculos do Festival Universitário de Teatro. A melodia quase não aparece nas músicas, para mostrar que o batuque bem feito é independente e forte na tarefa de contagiar a multidão. Sensual, provocante, renovador pra quem entra na dança. O ingresso custa R$5,00. Veja fotos da banda
Terça-feira é dia do Teatro Municipal de Itajaí receber o espetáculo do ano na região, Volúpia, da Companhia Carona. Mais sensualidade, muitas descobertas. Minha sensação ao deixar o teatro depois de ver (duas vezes) a peça foi de ver meu comportamento sexual pelo lado de fora. Como se eu não estivesse aqui dentro. Como se eu fosse o espectador de Volúpia que estava a meu lado ao ver desfilar cada maneira com que os personagens encaram o sexo. Às 20hCorreção: às 20h30. Ingressos a R$ 20,00. Estudantes pagam meia.
A grande notícia pra mim esta semana foi a iniciativa do ilustrador Nestor Jr. de expor pela primeira vez seus trabalhos, numa mostra que conta ainda com shows dos músicos Pochyua e Cambaçu e da trupe sonora Casa de Orates, de Itajaí. Duas boas pedidas na música pra embalar os belos traços. O evento está marcado para dia 14, sexta-feira, também às 20h, na Fundação Cultural de Blumenau. Mas sobre o Nestor eu vou falar à parte em outro post. Quem quiser pode tirar suas conclusões, por enquanto, no site do artista.
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Só hoje fui ver uma versão bem melhor documentada sobre a invasão dos adesivos no segundo andar do prédio da Bienal. Ontem, na pressa, acrescentei no post “Menor, mas Bienal”, um link pra um blog que trata do assunto, mas bem superficialmente. Pelo que os caras do Bien-Mal 2008 apresentam, há mais a se questionar sobre a atitude dos artistas vândalos.
Eles entraram no prédio antes da abertura da mostra pra colar adesivos de mau gosto na parede. Há quem diga, nos comentários do post, que eles se vingaram da curadoria, responsável pelo vazio em um terço do espaço da mostra.
Uma perspectiva interessante sobre a atitude vem de uma tirada do escultor blumenauense Guido Heuer. Ao ser questionado pela repórter Magali Moser, em setembro deste ano, sobre a pichação em uma de suas esculturas (aquela na Via Expressa), ele disse não estar magoado, mas achou um contra-senso terem feito uma intervenção urbana numa obra que era, por si só, uma intervenção. Fato. Há espaços em branco de sobra pra ação dos grafiteiros.
Agora, não era grafite na Bienal. Era adesivo, ferramenta de gente que não costuma poluir a cidade, mas criou um manual específico pra invadir a Bienal. Gente que segue o raciocínio do Guido. Então ficamos combinados: botem arte no lugar da arte e não teremos mais adesivos. Que, aliás, são horríveis, mas eu queria ver pelo valor cultural deles. Pena que provavelmente serão removidos.
Segurança
A intenção dos coladores de adesivos é dar início a uma “colagem coletiva” até o final da mostra, sempr eno segundo piso. Uma maneira debochada de estar “em vivo contato” com a Bienal, como prega o slogan do evento. Em época de roubos ao Masp e à Pinacoteca, volta à tona a questão da segurança, mas desta vez, para serem coerentes os organizadores terão que protagonizar uma cena engraçada: resguardar paredes brancas, sem telas ou instalações artísticas. A “invasão” honrou a proposta de arte conceitual do curador Ivo Mesquita, ao deixar vazio o segundo andar pra questionar o papel da Bienal. Talvez apenas de uma maneira surpreendente pra ele.
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Vou partir curioso numa excursão de Blumenau para a 28ª Bienal de São Paulo, daqui a 20 dias. O evento, este ano com o lema ”Em Vivo Contato”, começa domingo. Quem quiser matar a curiosidade antes, aproveite! Diz o curador da mostra, Ivo Mesquita, que o segundo andar do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, local da Bienal, vai ser dedicado à arquitetura e, para isso, vai estar vazio. Arquitetura? A idéia do curador é despertar o senso crítico dos visitantes a respeito do futuro da mostra diante da popularização das feiras de arte em todo o mundo, destacando o visual do prédio.
Eu que nem sabia o objetivo original da Bienal e muito menos que as feiras estavam pondo em xeque a forma de se produzir o evento, não sei como vou aproveitar esse espaço, onde poderiam estar expondo dezenas de artistas. Me parece uma obra de “arte conceitual”, em que a reflexão vale mais que a sensibilidade. Não é arte, é estudo e, pra quem não estiver lá pra estudar organização de evento artístico, deve ser um saco. Imagino. Vou verificar.
Polêmicas à parte, ainda restam dois pavimentos com exposições para atrair os visitantes, com interatividade e diversidade nos formatos - tem um canto só pra vídeos. Quadros de artistas de países como Áustria e Suécia e também de vários cantos do Brasil, num total de 42 expositores, terão a missão de aliviar o que alguns críticos já vêem com desgosto: o uso do dinheiro público (no total, 9 milhões de reais) para uma mostra com o segundo andar vazio.
Eu vou tranqüilo, até porque um ônibus lotado de artistas e a ida a outras galerias vai fazer valer a viagem. O resto, seja surpresa ou decepção, é lucro.
A bienal vai de 26 de outubro a 6 de dezembro, no Pavilhão Cicillo Matarazzo, Parque do Ibirapuera. Abre de terça a domingo, das 10h às 22h. A entrada é gratuita.
Conheça a proposta e veja a lista dos artistas
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Boa: tem blogueiro dizendo que vândalos já trataram de colocar arte nas paredes do segundo andar. Ataque contra a contracultura! Tem foto e vídeo da ação.
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Morreu o Pinóquio. Com esse codinome, eu escrevi meu primeiro blog, entre agosto de 2006 e julho de 2007. De lá pra cá, o coitado ficou impossibilitado de se manifestar na web por problemas de velhice, comprovada pelo “zip.net” no endereço.
O último comentário foi registrado dia 1º de outubro, agora, deste ano. Com o nome Marta, sem dar sinal pra receber resposta, uma leitora escreveu o epitáfio do Pinóquio:
“Que blog ridículo…como vc é idiota! Do jeito que escreve dá pra ver que vc se acha superior aos outros”
Reler o blog antigo me fez rir. Pelo comentário recente da tal Marta, uma surpresa pra um blog parado, e pela quantidade de asneiras e pérolas reunidas num mesmo endereço. A diferença básica do Pinóquio pro Texto Decorado, além da proposta visual, é que lá eu parecia não ter a mínima expectativa de que seria lido por alguém que não fosse meu amigo. O problema é que teve gente desconhecida que leu uns segredos lá e virou meu inimigo. Tudo história pra contar.
Dar o “excluir este blog” pelo Uol trouxe a sensação de que tudo se renova. Guardadas pra mim as alegrias e angústias, é hora de mostrar aos outros um novo eu. Sim, porque o blog é hoje a extensão da identidade de um blogueiro. Indissociável. Talvez por isso ter mais de um blog seja agonizante.
Como meu nome ficou explícito em alguns posts daquele blog, preferi tirá-lo da net, mas as pérolas estão salvas e serão jogadas, aos poucos, para os leitores do Texto Decorado.
A primeira, que comprova que O Pinóquio tinha muita vontade de viver, foi escrita em 8 de setemrbo de 2006, a partir das imagens de um festival de rock dos anos 70:
“Meu princípio aqui é mentir. Meu fim, oferecer informação adequada, restrita, alternativa. Porque o que é pra todos é pra nenhum. Porque a TV substituiu os livros rapidamente, e os blogs precisam substituir a TV. Porque a rede talvez personalize, traga um pouco da individualidade da origem dos humanos. Cause we got to get ourselves back, ainda que não no gesto, não no toque, não no cheiro. Mas mais longe. (…)
Como no bom jornalismo, resta-nos usar a própria máquina para reformá-la. Paguei dez reais pelo disco digital. Vi um pouco de uma geração que deveria estar em cada lugarzinho onde se guardam imagens católicas neste país. Para lembrarmo-nos de que eles queriam se mudar, mas não tinham transporte. Nós não precisamos fugir com químicas. Podemos embarcar. Dirigir. Aproveitar a tecnologia.”
Compareceram ao velório do Pinóquio, na Praia da Atalaia, os leitores que sempre comentavam no blog. Da esquerda pra direita, na foto: Daniel Olivetto, Gio Ramos, Fábio Ricardo, Thiago Floriano, Monalisa Budel e Marina Melz. Obrigado pelas condolências!
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Essa charge sai hoje no Jornal Cobaia, do curso de Jornalismo da Univali, para ilustrar o tema “Tecnologia”, um dos abordados nesta edição.
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A semana vai bem para três blogueiros de opinião do Vale do Itajaí, que alcançaram o topo das “paradas de acessos” do WordPress: Thiago Floriano, Fábio Ricardo e Magru Floriano. Para ajudar quem se interessa por opinião sobre assuntos regionais, trago agora no meu blog uma lista, na barra lateral, chamada Santa Catarina, só com gente que escreve bem, cheia de idéias e que tem o blog ligado a assuntos da região _ Itajaí, Blumenau e Florianópolis.
Acesse pela lista: Um Momento, do Thiago; Fabrito, do Fábio, e o Blog do Magru.
O alcance desses três blogs esta semana, ocupando a lista dos que mais crascem no país via WordPress, aponta para um novo caminho que, inclusive, já é preocupação das grandes empresas que dominam o mercado da comunicação: as pessoas querem receber opiniões e, é claro, opinar.
Texto Decorado
Vou ocupar meu espaço nesse meio de duas formas: primeiro, desenhando e tirando sarro de assuntos regionais ou nacionais de interesse geral, como política, educação e economia. Depois, discutindo arte, em todas as formas que me vierem à cabeça.
Adianto que vou acompanhar a Bienal de Arte Moderna de São Paulo, que vou visitar em novembro, e dar alguns pitacos sobre a Oktoberfest. Boas idéias pra todo mundo nos posts e comentários blogosfera afora!
Categorias: Vale do Itajaí - SC

Eles terão muito o que comemorar na 25ª Oktoberfest. Da direita pra esquerda (claro, a situação pede): Ricardo Stodieck, João Paulo Kleinübing e Alcantaro Corrêa.
Mais quatro anos com o governo de João Paulo Kleinübing, ou melhor, o governo alinhado com os empresários da cidade.
A disputa pela prefeitura de Blumenau terminou assim:
João Paulo Kleinübing (DEM), reeleito em primeiro turno - 63,67%
Décio Lima (PT) – 27,59%
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Anda, Daniel!, ela arranja. Joga-me pra outra e dá canja na boca da amiga.
Anda!, instiga. Joga a outra na minha boca e nem liga pros poros da própria barriga
Também me chamam, olhe pra eles, anda, esquece o teu plano e me dá aos teus montes.
Me conte pra outra, mas primeiro me sinta, me pinta de amante só hoje,
Amiga!
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Tu. Tu. Tuuuuuuuuuuuuuu!
Insistentemente, um cliente de uma loja de móveis que acabara de consultar a lista telefônica me chamava em minha casa. É que o número da minha linha está na listel como sendo dessa loja. Planejei milhares de formas de despistar com sarcasmo os impertinentes, mas nunca as pus em prática. Conta um cara que já morou comigo que chegou a conversar por longos minutos com um cliente certa vez, como se estivesse ajudando o infeliz a escolher um ar-condicionado. Deu as especificações e tudo. Eu fiquei de pesquisar sobre eletrodomèsticos pra fazer uma dessa também, mas sempre me envergonho. Cá entre nós, é pouco educado mas é divertido. Me segurei pela educação.
Hoje, ou melhor, agora há pouco, sem querer, realizei o sonho. Sem sacanear (tanto), surpreendi um cliente e até provoquei risos. Eu disse Alô e o sujeito, sem noção:
- É de onde?
Béééééééééé! Pergunta que nunca se faz a alguém que está no meio de um desenho, como eu. Sem me indignar nem perder a calma, respondi claramente:
- É daqui!
Sim. Oras! Pergunta difícil demais. Por isso acho que na escola, se não é pra incentivar a criatividade porque a sociedade cartesiana não deixa, ao menos deveríamos ensinar as crianças sobre o estado criativo. Sabe aquela hora em que a gente não consegue verbalizar, fica navegando pela obra artística em criação? Perguntas desse tipo são inapropriadas, meu caro. Eu estou na minha casa, dá licença.
Mas nada de grosseria. Pelo contrário. Ele riu e ri do riso dele e da minha conquista ao mesmo tempo. Acho que ele já tinha percebido que não era da loja de móveis, mas ainda pediu pra eu confirmar. Deve estar com uma cara assim, como essa que desenhei depois de falar com ele.
Abraços.
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Abre aspas:
Fui demitida do puteiro em que trabalhava. Me viram na rua usando minissaia, deu uma polêmica, me chamaram de gostosa…Tá certo, sou mesmo, né? Mas o dono da zona ficou revoltado. “Mostrar metade da bunda só se for aqui dentro, se não pra quê que os homens vão querer vir?”.
Doido ele. Pra mim mostrar a bunda por aí só deu lucro, sempre. Se ele fica se achando, vai pastar. Chegou pra mim e queria que eu prometesse não me mostrar mais, que senão ele me mandava embora. Ah, não prometi não! Vai se catar, bofe! Onde já se viu puteiro que não quer que a mulher se mostre. Eu, hein?
Eu não me esculpi pra ficar por aí vestida de muçulmana! Nem meu namorado faz isso comigo, não é na zona que vão fazer. Vamos mostrar o que é bom, mulherada, pra embelezar o mundo! A gente vive, não é objeto de patrão nem de namorado nem de ninguém!
Beijo pra todo mundo!
Fê Me Fatale, prostituta de respeito
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