Costa de Souza

Trote por acaso

Outubro 2, 2008 · 2 Comentários

Tu. Tu. Tuuuuuuuuuuuuuu!

Insistentemente, um cliente de uma loja de móveis que acabara de consultar a lista telefônica me chamava em minha casa. É que o número da minha linha está na listel como sendo dessa loja. Planejei milhares de formas de despistar com sarcasmo os impertinentes, mas nunca as pus em prática. Conta um cara que já morou comigo que chegou a conversar por longos minutos com um cliente certa vez, como se estivesse ajudando o infeliz a escolher um ar-condicionado. Deu as especificações e tudo. Eu fiquei de pesquisar sobre eletrodomèsticos pra fazer uma dessa também, mas sempre me envergonho. Cá entre nós, é pouco educado mas é divertido. Me segurei pela educação.

Hoje, ou melhor, agora há pouco, sem querer, realizei o sonho. Sem sacanear (tanto), surpreendi um cliente e até provoquei risos. Eu disse Alô e o sujeito, sem noção:

- É de onde?

Béééééééééé! Pergunta que nunca se faz a alguém que está no meio de um desenho, como eu.  Sem me indignar nem perder a calma, respondi claramente:

- É daqui!

Sim. Oras! Pergunta difícil demais. Por isso acho que na escola, se não é pra incentivar a criatividade porque a sociedade cartesiana não deixa, ao menos deveríamos ensinar as crianças sobre o estado criativo. Sabe aquela hora em que a gente não consegue verbalizar, fica navegando pela obra artística em criação? Perguntas desse tipo são inapropriadas, meu caro. Eu estou na minha casa, dá licença.

Mas nada de grosseria. Pelo contrário. Ele riu e ri do riso dele e da minha conquista ao mesmo tempo. Acho que ele já tinha percebido que não era da loja de móveis, mas ainda pediu pra eu confirmar. Deve estar com uma cara assim, como essa que desenhei depois de falar com ele. 

Abraços.

Categorias: Crônica

2 respostas Até agora ↓

  • Fábio Ricardo // Outubro 3, 2008 às 2:46 am

    hahaha
    mas a ideia de fazer vendas é mais divrtida.
    yem um revendedor de pneus em curitiba que se chama Amaral e tem um telefone igual ao meu, soh que com prefixo 41. como ele faz vendas aqui no estado e esquece de mencionar o prefixo, recebo (jah há uns 7 anos) ligações para o tal do Amaral.

    um dia, cansado disso tudo, resolvi ligar para o numero com prefixo 41 e avisei o revendedor: cara, coloca um “41″ no teu cartão que eu não aguento mais receber ligação pra ti.

    mas ao inves de avacalhar, eu ajudo. asism que atendo um telefone pra ele, jah alerto sobre o engano, e passo o telefone correto, para ajudar o cliente interessado.

  • Taísa // Outubro 3, 2008 às 3:26 pm

    Eu odeio telefones. O meu vive fora do gancho, e nem tenho celular. Desprezo ring-rings.

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