A presidente da Fundação Cultural de Blumenau, Marlene Schlindwein, recebeu nosso grupo hoje no auditório Carlos Jardim e prometeu disposição para lutar pelas causas apresentadas. Basicamente, foram oito temas debatidos:
1. Nomeação de equipe com conhecimento técnico – A presidente lamentou reduções nos cargos e diz já ter procurado o prefeito para lutar por contratações, mas até agora sem respostas positivas. Há três cargos de diretoria (administrativo, cultural e museu & patrimônio) que ainda vão ser nomeados. De acordo com a presidente, a capacitação técnica será essencial para a escolha.
2. Publicação do balanço financeiro no site da Fundação – será feito se houver possibilidade dentro da estrutura do site, de acordo a presidente.
3. Manutenção do Fundo Municipal, com aumento gradual das verbas – O prefeito sinalizou com a manutenção da verba do ano passado para 2009 (R$ 300 mil). A promessa de campanha é de subir o valor para R$ 900 mil. Ouvimos o argumento de que este ano isso seria inviável deivdo à recuperação pós-enchente, mas vamos continuar cobrando a promessa nos próximos anos.
4. Criação de uma Lei de Mecenato – a assessora jurídica da Fundação diz que caminhamos para isso, mas ainda sem datas previstas ou ações concretas por restrições no orçamento.
5. Estabelecimento de critérios e editais para publicações pela Editora Cultura e Movimento – presidente vai procurar meios para criar uma verba fixa para a editora para solucionar o problema da fila de publicação, que hoje tem oito autores. Os editais foram descartados porque não há verba prevista, e os critérios, em princípio, continuarão os mesmos, dentro das análises do conselho da editora.
6. Reforma do Auditório Carlos Jardim – Em março sai a resposta da Câmara sobre o projeto de reforma do telhado, no valor de R$ 55 mil (cobremos, pois, dos vereadores!). Depois dessa reforma, a presidente pretende ir atrás dos recursos para outros itens de um projeto de reforma geral no auditório, que está em mãos da Fundação. O teatro corre risco de incêndio e o palco pode desabar a qualquer momento. É o único espaço em que os artistas locais podem participar sem pagar aluguel.
7. Implantação de oficinas pelo Museu de Artes de Blumenau e contratação de monitor capacitado para organizar eventos e exposições no Museu – a presidente voltou a se queixar de falta de vagas para funcionários na Cultura, ao que o diretor de teatro Roberto Murphy sabiamente respondeu: “não podemos parar por aí. É preciso questionar por que não podemos botar em prática todas as nossas idéias, se a cultura é fundamental para o desenvolvimento da cidade, ou toda essa discussão não fará sentido”. A presidente concordou e prometeu lutar pela contratação de um monitor e verbas para as oficinas.
8. Exigência de contrapartidas sociais para o Teatro Carlos Gomes – A presidente do Conselho Municipal de Cultura (reeleita ontem), Noemi Kellermann, argumentou que essa discussão deve ser levada para a direção do Teatro, e não para a Fundação. O grupo concordou e Noemi vai assinar a reivindicação oficial com o pedido do grupo, em nome do Conselho e da assembléia formada hoje. A presidente do Conselho elogiou a inciativa, já que foi a primeira vez que se questionou publicamente uma contrapartida social para o TCG. O Teatro recebe isenção de impostos e arrecadou R$ 50 milhões em dinheiro público para sua ampliação, mas cobra caro dos produtores locais pelo aluguel do espaço, o que inviabiliza o uso da estrutura para a Temporada Blumenauense de Teatro e prejudica o Festival de Teatro Universitário de Blumenau (Fitub).
Mesmo sem constar no documento apresentado, outro item foi mencionado: a realização de um concurso público para funcionários da Cultura. A presidente reconhece que faz muito tempo que não se faz concurso para a área e que vai lutar por isso.
Ao final do debate, vários artistas mencionaram a idéia de se unir em forma de ONG para captar recursos e fomentar a produção local. A idéia reverbera aqui, em mim, e me agita. Foi um grande dia!




