Entradas do Abril 2009
Já está no Rancho do Pastel o painel do 3º Escambau. Só não foi fixado ainda nas paredes. A enquete do blog sobre o destino da obra está encerrada. Veja como ficou:
Opção - votos – porcentagem
Rancho do Pastel - 9 – 45%
Museu de Artes de Blumenau - 4 – 20%
Uma universidade - 3 – 15%
Tô por fora e acho supercult se ficar no Carlos Gomes - 2 – 10%
Uma praça - 1 – 5%
Uma parede de casa abandonada - 1 – 5%
Categorias: Outros posts
Etiquetado: Blumenau, escambau, painel
Amanhã (quinta) sai o resultado dos projetos contemplados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Itajaí. Foram 208 projetos inscrito e 77 aprovados. Dia de ficar na torcida pelos amigos! O resultado sai no site da prefeitura.
Em Blumenau, o edital do Fundo foi anunciado. Sai em junho. Quarta-feira, dia 6, é dia de audiência com o prefeito sobre mudanças no edital. Quem tiver sugestões compareça na Fundação. Mais pra frente informo o horário. A propósito, o fundo blumenauense continua raso: R$ 300 mil.
A última da Marleninha
Dona Marlene reprovou mais uma vez na confiança da comunidade. Duas semanas depois de receber o texto sobre o Fundo Nacional pra ler e mediar o debate de hoje na Fundação, que contou com presença da comunidade artística, a Marleninha se limitou a meias palavras. Não conseguiu anunciar o assunto nem mediar a conversa, em mais uma demonstração de que não tem competência pra exercer o cargo para o qual foi nomeada. Dagmar, assessora jurídica, e Noemi Kellermann, presidente do Conselho Municipal de Cultura, orientaram os artistas na discussão do projeto, que prevê novidades na captação de recursos federais.
Categorias: Vale do Itajaí - SC
Etiquetado: Arte, Blumenau, cultura, incentivo, Itajaí, lei, Marlene Schlindwein

Acrílico sobre tela – 60 x 90 cm
Ainda não está pronto, mas por enquanto a chamo assim: “Caída” . Comecei hoje, mas o desenho estava pronto há semanas. Saiu rápido, sujo, e assim quase como as linhas da pintura sugerem. Deformadas, reformadas, chutando as proporções.
A gente entra na imagem sempre pela esquerda, dizem os teóricos, e a gente consegue seguir até o pé mesmo que a tela não queira. Ninguém impede a personagem de ser, de caber.
A variação de tons no colchão veio só com a pintura, e tem muita influência das caricaturas digitais que tenho feito, pela variação de luz a partir de camadas de cores.
A ideia agora é colorir os travesseiros em cor clara, talvez em gradações de cinza para branco, e acrescentar um tom mais escuro de azul no colchão no lado esquerdo da tela.
O sentimento, a ausência do amado que a acompanhava no colchão aliviada pela firmeza com que segura o travesseiro para o sono, deve prevalecer. Por isso ela está jogada, caída, com o corpo quase cônico de quem cansou de esperar por uma companhia pra dormir mas sabe que logo ele (ou ela) voltará pra substituir o travesseiro.
Estou aberto a sugestões. Enquanto isso deixo a Caída ali, suspensa, maturando. E fico aqui no meu quarto/estúdio a analisá-la por uns dias.
Categorias: Quadros
Etiquetado: art, Arte, painting, pintura, process, processo, trabalho, work

Nada vai sobrar se Marlene Schlindwein continuar a desfilar sua falta de consideração com a arte blumenauense. Sem o Fundo Municipal de Cultura e sem uma equipe competente no poder público, nos resta rir do governo JPK e caminhar com as próprias pernas. Será que na hora de cobrar o imposto também poderemos deixá-los no vácuo? Porque é o que eles fazem com as diretrizes que receberam da comunidade pelo Plano Diretor do município, de 2006. Olhe esse trechos:
- dar continuidade aos festivais e eventos
- criar novos eventos e projetos que contemplem preferencialmente produtores culturais de Blumenau
- promover a capacitação de artistas locais e regionais
- promover cursos e oficinas à comunidade em geral
Isso e muito mais foi o que o governo ouviu quando se disse disposto a saber o que quer a comunidade, há três anos. Quem quiser o que pediu, entenda que o JPK não quer saber de você, só do PMDB.
Categorias: Outros posts
Etiquetado: administração, Blumenau, cultura, governo, Kleinubing, PMBD

Li um artigo de Maicon Tenfen hoje que é um tapa na cara de Blumenau (dê uma olhada nele ali embaixo). Vai sempre ter quem diga: se não gosta, vai embora. A genialidade do texto está exatamente em associar esse pensamento ao fascismo. Quem sabe com ele Blumenau aprenda que está indo pra longe do prazer e em direção à dor desde a chegada do Hermann. O Hermann não queria nada com a gente, já foi embora e ainda não fundamos nossa cidade. Maicon explica.
Tudo começa quando os vereadores sugerem uma lei para obrigar os cinemas a transmitirem propaganda dos programas do governo antes dos filmes, com o argumento de que na TV não se atrai a atenção porque o povo muda de canal e ali todo mundo está mais “disposto”. Sim, a lei tramita na Câmara e tem gente que apoia. Aliás, tudo começa muito antes:
Fascismo em Blu
Maicon Tenfen
Blumenau é uma cidade fascista. Eu e você sabíamos disso há algum tempo, mas carecíamos de fatos mais concretos para argumentar. O projeto de lei que trata da exibição de campanhas da prefeitura nas sessões de cinema veio para preencher essa lacuna. Ele é o coroamento de uma série de atos públicos que, somados à incrível capacidade de varrer as favelas para debaixo do tapete, fundamentam o nosso apego à padronização e ao totalitarismo.
No ano passado, a aprovação da “inocente” lei que OBRIGA a execução do Hino Nacional nas escolas do município já indicava a crença mussoliniana de que o Estado se encontra acima dos indivíduos. Foi a resposta da Câmara a uma ideia meio tacanha de nacionalismo que existe em nós: lutamos pelo futuro da nação, somos bons, disciplinados e trabalhadores. O canto de gratidão à Pátria é um símbolo dessa “superioridade”. E dê o fora quem não se encaixa no perfil!
Pouco antes, num óbvio cerceamento das liberdades civis (outro componente fundamental do fascismo), a prefeitura decretou o fim das atividades circenses nos semáforos. “Por que esses vagabundos não arrumam um emprego?”, pergunta a sociedade nas entrelinhas da lei. E isso faz mais sentido quando lemos o que está escrito na frente do Presídio de Blumenau: “Aqui se trabalha”. Ou seja, não há malandros, nem mesmo entre os condenados pela Justiça.
Aparentemente distantes umas das outras, essas leis se complementam numa lógica que coincide com a sabotagem do setor cultural. Parafraseando o nazi-fascista Goering – “Quando ouço a palavra cultura, saco meu revólver” –, a atual gestão da prefeitura, conforme admitido publicamente, usou cargos da área cultural para condecorar aliados político-partidários. E agora, para completar o quadro do desastre, aparece essa lei da propaganda pública nos cinemas.
Algumas pessoas demonstraram preocupação com o custo de se produzir material publicitário para a tela grande. Acho que o problema é infinitamente maior. De aparência boba e meio folclórica, a proposta do vereador Antônio João Veneza de Souza (DEM) confirma uma tradição autoritária que, mesmo na era da democracia, insiste em permanecer na cidade. “No cinema não dá pra trocar de canal”, disse Veneza, e assim traiu a natureza mais íntima de suas intenções.
Curioso é que, de certa maneira, tudo que citei acima encontra o apoio da população. Claro: os tiques fascistas não são da Câmara, mas da cidade. A Câmara apenas solidifica o que capta no ar. Por isso ela deve ser fiscalizada com cuidado. Se correr solta, daqui a pouco surgirá uma lei que nos obrigue a levantar a mão e saudar o Führer.
Categorias: Vale do Itajaí - SC
Etiquetado: Blumenau, Kleinubing, fascismo, ditadura, cinema, vereadores, nazismo, alemães, alemanha

Pior que criança sem bola é criança sem tinta. Quando nos encontramos, os artistas visuais de Blumenau, no Escambau de quarta-feira passada, no Rancho do Pastel, lamentamos a falta de acrílico pra pintar o painel de madeira que a Aline Assumpção levou. O Nestor Jr. apareceu com a coleção de canetas permanentes dele. Pensei: “madeira pede tinta, não caneta”. Eles pensaram: “Temos caneta e madeira. Vamos pintar!”. Fomos.
Essa obra dá um orgulho danado. Danado não só porque grande, mas porque diferente. Imagine que pintei com oito, dez, sei lá quantas pessoas! É um orgulho meu, porém não de ter concebido tudo, mas por não ter feito sozinho. Por ter sido parte, por ter jogado idéias que foram apagadas e outras melhoradas, por ter interferido nas linhas dos outros, por ter pintado seguindo instruções, por estar com todos ali, num mesmo propósito, e principalmente, porque ficou lindo.
Teve gente que passou por nós ali e perguntou pra onde ia a obra. Ninguém sabia. Ninguém sabe ainda. Todo mundo queria só pintar. Eu nem sei ao certo onde ela está. Só sei que o resultado pode ser contemplado por horas.
Gostaríamos que fosse exposta ao público. Vamos todos tratar disso agora.
Obrigado, escambeiros!
Gangue
Ano passado, no 2º Escambau, mostrei uma obra feita em parceria com o Nestor. Há poucos dias mostrei uma parede da Rádio Fortaleza pintada ao lado de outros artistas. Tem gente falando na “Gang da Arte”, galera das artes visuais de Blumenau. Uma banda visual, um grupo de visionários, gente do prazer e do olho. Eu só me emociono.
foto extraída do www.umescambau.blogspot.com
Categorias: Arte · Quadros · Vale do Itajaí - SC
Etiquetado: Blumenau, coletivo, escambau, gang da arte, obra, painel


Charles Steuck e Aline Assumpção, os idealizadores do Escambau. Ontem o Ranchjo do Pastel lotou! A mudança para um lugar maior na terceira edição do evento foi providencial e o público mostrou que quer arte, quer confraternizar com arte. Música, poesia, fotografia, pintura, brique e arte em camisetas foram as atrações, além de muitos bons encontros e ótimas conversas. Mais! A gente quer mais!
Painel
Um painel em eucatex foi pintado ao vivo em cima de uma das mesas di sinuca do bar. Na foto estão Clóvis Truppel e Monalisa Budel na etapa final do desenho, que levou a mão de artistas como Bruno Bachmann, Daiana Schvartz e Nestor Jr. Teve até um menino de 7 anos que também entrou na produção. Eu também meti a mão, é claro!

Movimentação
Não foi o centro da festa, mas quem desse um zoom pra ouvir conversas entre artistas pelo bar ontem ia notar que a insatisfação diante da falta de uma política cultural na cidade era grande. A Marlene não foi. Ainda bem!
Errei
Disse que ia ter teatro quando anunciei a festa por aqui. Pela terceira vez em três edições, os teatreiros não mostraram suas habilidades por lá. Quem sabe no próximo?
Caricaturas digitais
Sigo explorando as cores digitais do Photoshop. As caricaturas do Charles e da Aline foram feitas assim. Quem quiser a sua é só chamar por aqui!
Categorias: Arte · Vale do Itajaí - SC
Etiquetado: artistas, Blumenau, escambau, festa