
Acrílico sobre tela – 60 x 90 cm
Ainda não está pronto, mas por enquanto a chamo assim: “Caída” . Comecei hoje, mas o desenho estava pronto há semanas. Saiu rápido, sujo, e assim quase como as linhas da pintura sugerem. Deformadas, reformadas, chutando as proporções.
A gente entra na imagem sempre pela esquerda, dizem os teóricos, e a gente consegue seguir até o pé mesmo que a tela não queira. Ninguém impede a personagem de ser, de caber.
A variação de tons no colchão veio só com a pintura, e tem muita influência das caricaturas digitais que tenho feito, pela variação de luz a partir de camadas de cores.
A ideia agora é colorir os travesseiros em cor clara, talvez em gradações de cinza para branco, e acrescentar um tom mais escuro de azul no colchão no lado esquerdo da tela.
O sentimento, a ausência do amado que a acompanhava no colchão aliviada pela firmeza com que segura o travesseiro para o sono, deve prevalecer. Por isso ela está jogada, caída, com o corpo quase cônico de quem cansou de esperar por uma companhia pra dormir mas sabe que logo ele (ou ela) voltará pra substituir o travesseiro.
Estou aberto a sugestões. Enquanto isso deixo a Caída ali, suspensa, maturando. E fico aqui no meu quarto/estúdio a analisá-la por uns dias.



2 respostas Até agora ↓
Fábio Ricardo // Abril 24, 2009 às 2:39 pm
Bacana isso de desconstruir a obra para quem é leigo no assunto.
São visões que normalmente não temos, e assim, podemos acompanhar um pouco melhor o processo de criação.
Acho gostoso acompanhar esse processo, desde que estive na Rádio Fortaleza, venho acompanhando os trabalhos do Nestor passo a passo. Agora, farei isso com os seus também.
Tudo é aprendizado.
monalisa budel // Abril 25, 2009 às 2:01 pm
Para cair melhor é preciso se jogar !!