…me exercito e atendo clientes. O primeiro é uma encomenda, o segundo um exercício. O primeiro, com a devida autorização do dono, publiquei pra mostrar que é possível passar meu estilo das caricaturas digitais pra tinta e tela. Fiquei muito feliz com isso. É uma tela de 27 x 40 cm.
Esses dias uma curadora me incentivou a explorar a força do pulso. Investir em superfícies pequenas. Foi uma conversa edificante. Voltei pra casa muito maluco, vi muito trabalho bom de grandes ilustradores na net e tô pensando cada vez mais em trabalhos pequenos que possam ser ampliados. Gráficas são ótimas parceiras. Coincidentemente um cliente me pediu uma obra pequena. Me diverti bastante.
A outra imagem é em eucatex, de 40 x 40 cm. Já tem mais de um mês, esteve na exposição Clio no Cio na Fundação Cultural, mas agora que veio a vontade de postá-la. É o meu caminho. É pra onde eu quero seguir na tinta. Mas isso assim que eu voltar pra tinta e madeira. Madeira é ótimo. Menos absorvente. Parece que a tinta é mais minha, está mais na mão e não é sugada pela superfície. Com isso dá pra brincar melhor com os restos que ficam das pinceladas, usar a mescla da tinta que ali estava com a que é jogada por cima. Muuuuito divertido! “Schblentz” divertido (advérbio de intensidade lindo criado por uma amiga minha).
Enfim, sigo com outras propostas agora, mais restrito ao papel e ao Photoshop, mas fica a dica pro Dia dos Pais ($$ tchirim $$) da caricatura em tela, ou mesmo de uma imagem mais expressionista, como a de baixo.
Aliás…
Olha o que essa gênia faz com superfícies pequenas
Eis aí uma pequena mostra do trabalho coordenado pelo diretor Diego Lara, da TAC Produções. Um roteiro maluco, eu e Bruna Machado. São os componentes desse ensaio gravado em Itajaí segunda-feira. Em breve nos telões desse planeta. Como diria o próprio Diego, vai ser o melhor filme da história da humanidade!
Interpretar pra vídeo é delicioso. Depois de quatro anos e pouco de experiência em teatro, chega a hora de minimizar as ações, se ater aos detalhes e, claro, poder TER o resultado do trabalho. Chega de efmeridade. Chega de saber que aquele amigo ou aquela gata não pode comparecer ao espetáculo! Agora ninguém tem desculpa pra deixar de aturar a mim e, claro, às ideias malucas do Lara.
O festival Nosso Inverno está na capa do caderno de Lazer do Jornal de Santa Catarina de hoje. Excelente texto de Wania Bittencourt. Leia abaixo ou aqui.
E como ficou bom ali o Painel do Escambau, hein? Vamo que vamo!
Passe agora no Sesc de Blumenau ou de Itajaí e garanta seu ingresso para o espetáculo Hysteria, da companhioa XIX de Teatro (São Paulo). É de graça e a peça é maravilhosa.
Sábado, 13 de junho, em Blumenau.
Domingo, 14 de junho, em Itajaí.
Alguns trechos do texto que escrevi depois de ver a peça, em 2007:
“A combinação das quatro personagens centrais de Hysteria é magnetismo para as espectadoras. Clara descobre sua sexualidade aos treze anos, M.J. pede mais coito a todas, Hercília lamenta que as mulheres não tenham aproveitado o movimento do 15 de Novembro e Maria Tourinho questiona o casamento. Nini, a inspetora do hospício, tenta corrigir as internas segundo as ordens repassadas pelo Dr. Mendes.
A situação torna-se chocante logo no início, porque a interação com as mulheres e o dedo em riste de Nini as coloca também em condição de loucas, e as piadas com o contraste de costumes das duas épocas doem por trás de nossos risos. Nós sabemos que, daqui a algumas décadas, alguém vai rir da nossa maneira de tratar as mulheres e, o mais forte e inflamável, do comportamento dessas mulheres.
A guerra dos sexos nos priva de muito aprendizado. A nós e a elas. Quero abraçar todas as mulheres neste final de texto, como quis naquele fim de peça. Embora algumas, eu sei, me perguntem Como-se-eu-não-tenho-chance, Como-se-os-homens-não-ouvem, há sempre a maior das expectativas. Se dizem que há sexo por toda parte, é porque ainda não viram que há apenas mulher. O feminino. E, no entanto, as que mais podem mudar o mundo só pensam no pior do masculino, o espectador inato. A platéia da Hysteria.
O mundo precisa das persongens de Hysteria, com gritos cada vez mais fortes, danças cada vez mais saltitantes, gargalhadas. Umas puxando as outras. Mulheres pedindo prazer. A elas seremos eternamente gratos. Amem sem acento, não louvem, lovem! Amém!”
Tudo sobre o Nosso Inverno, marco na a arte catarinense, agora na versão release para a imprensa.
Abre aspas!
Coletivo de artistas lança Festival Nosso Inverno
Evento terá música, teatro, literatura e artes visuais no Teatro Carlos Gomes
Um grupo de artistas de Blumenau, com apoio da diretoria do Teatro Carlos Gomes, promoverá um evento com diversas modalidades artísticas e acesso gratuito para o público. Dias 1º e 2 de agosto, a primeira edição do Festival Nosso Inverno tem confirmadas atrações de música, teatro e artes visuais, por 24 horas seguidas, a partir das 16h30 de sábado.
O evento é organizado por um coletivo de artistas que tem lutado por mais oportunidades para mostrar seus trabalhos e encontrou no Teatro Carlos Gomes o grande apoiador para o festival. Nesta quarta-feira, 3, a diretoria confirmou que vai colocar todas as salas e uma equipe técnica à disposição da Comissão Organizadora, sem qualquer custo.
Formam a comissão o artista visual Clóvis Truppel, a musicista Clara Mendes, a diretora e atriz de teatro Rafaela Kinas, a estudante Monalisa Budel e o artista visual Daniel Costadessouza. Com eles, outros 48 voluntários participaram de reuniões na Fundação Cultural de Blumenau, em maio, para pensar o projeto.
Todos os artistas engajados na proposta não receberão cachê para participar do evento. A razão para tantos nomes envolvidos é a necessidade de fortalecer, na região, a proposta de arte contemporânea que tem unido os artistas em apresentações coletivas por bares e espaços públicos da cidade há cerca de dois anos. Agora, com o melhor espaço e no melhor período do calendário, o coletivo se propõe a marcar essa fase de intensa produção e grande interação com o público com um evento emblemático.
Atrações confirmadas:
Música
Ozuê
Capivara Cultura Rítmica
Daian Schmitt & Os Comparsas do Rock
Delones Blues
Pochyua e Cambaçu
Revolver
Alegria do Choro (em parceria com apresentação de dança)
A mãe chegou com um brinquedo que ensinava a ver as horas e anunciou que meu irmão tinha nascido e o brinquedo era presente dele. Junho de 1989. Psicologia infantil à parte, agora o 6 de junho é dia do Fê ganhar presente!
Não contem pra ele: esse ano ele vai ganhar essa caricatura que está na minha barriga e vai nascer amanhã ou depois. O ultra-som acima é o primeiro esboço das minhas Caricaturas Digitais feito na táblete. Antes eu desenhava os contornos da caricatura com lápis e caneta, escaneava e trabalhava com a tablet por cima. Os tutoriais do blog do Mozart Couto mostraram que o esquema mais profissa é trabalhar a partir de uma tela branca de computador. Então lá vamos nós! No more sulfite, just feel it!
O evento de abertura contou com trabalhos de Bruno Bachmann, Clóvis Truppel, Nestor Jr e, novidade pra mim, as pinturas de marcas de corpos com areia em painel de Elke Littig.
Tive o prazer de participar com as obras da foto aí embaixo (as de papel que começam à direita da foto já são as xexecas do Clóvis). Como o tema é o corpo, pude encaixar uma boa variedade de trabalhos.
Parabéns aos Historianos pela organização! O coletivo contemporâneo blumenauense só cresce!
Nosso Inverno
A comissão organizadora está trabalhando silenciosamente, mas o cronograma do evento está saindo e essa semana vamos disparar novidades por aí (e aqui, é claro).
1º e 2 de agosto, no Teatro Carlos Gomes. O projeto destaca a interação entre as artes. Viu nessa foto um guitarrista e um baixista junto com uma exposição? É isso. Já está acontecendo, só será aumentado e concentrado num excelente espaço.
A propósito, o nome do evento ficou mesmo o que aí está e já caiu na boca do povo.