Costa de Souza

Caricatura | Ilustração

5 pensamentos sobre “Exercício 1 em Escultura

  1. bacana! começa assim, numa brincadeira… logo vira coisa séria.

  2. obrigado pelo comentário, Fábio! É um exercício, ainda com pouca técnica, e me deu alguns momentos de diversão (no final, principalmente). Mas pra mim é muito sério, porque o sabão era um paralelepípedo e é difícil conceber uma mulher a partir de um paralelepípedo. Se eu quisesse brincar o sabão ainda seria só um sabão. Prova disso é o outro sabão, inteiro, que me lança olhares ameaçadores aqui do lado.

    sem grilos. obrigado pela reflexão. forte abraço.

  3. Eu acredito que no momento em que a arte deixa de ser uma brincadeira, ela perde o poder de ser arte. Ou pelo menos perde a razão de ser.

    Creio que tu não tenha feito essa escultura como uma encomenda profissional que você preferisse não fazer, como um fardo.

    Aposto (como apenas um jornalista canhoto de cavanhaque e nascido em 19 de outubro de 83 poderia apostar) que te deu um prazer quase mágico ver esse paralelepípedo tomar forma.

    E é isso que chamo de brincadeira. Com brincadeira, uma criança faz uma colher virar um dinossauro. Uma nuvem se transforma num coelhinho. O chão do quarto se transforma em Júpiter. E um paralelepípedo de sabão se transforma numa mulher. A diferença é que com a criança, a brincadeira é só dela, mais ninguém vê.

    Na mão de um artista, a transformação ocorre aos olhos de todos, mostando ao mundo que a brincadeira também é coisa séria.

    🙂

  4. Fábio,

    Intrigante essa questão. O prazer tem mesmo que ser inerente à arte. Tens razão. Talvez o problema esteja em como queremos tornar público o prazer que sentimos, num mundo afetado pela ideia de que prazer e trabalho são antagônicos. Se o artista é quem mais contribui pra sociedade, tendo em vista que, por exemplo, uma vida “salva” por um médico na Itália do século XV não nos diz nada, mas Leonardo da Vinci diz, e nos diz não pela biografia dele, mas pelas obras; considerando esse valor grandioso da arte, talvez seja hora dos artistas pensarem não em mostrar que a arte demanda mais esforço que qualquer trabalho – e talvez estejas certo, pra quem domina a arte ela demanda pouco esforço, porque a técnica já está firme depois de longa prática – mas d emostrar que mesmo que seja feito em 5 minutos o trabalho vale às vezes mais que uma cirurgia de horas porque o tempo de trabalho e a quantidade de raciocínios matemáticos necessários não é o que dita o preço de uma obra de arte, mas sim o fato do artista ter descoberto o inusitado dentro do humano, isso é de um valor mais alto que uma vida trabalhada em vão por uma causa que pouco acrescenta à humanidade.

    forte abraço!

  5. Exatamente!
    E acho que o tempo de produção de uma obra nada tem a ver com sua qualidade ou importância. Um rapper pode fazer uma rima de improviso, assim como um repentista.
    Foi de improviso e não demorou tempo algum para ser realizado.

    Mas quantos anos de treino mental e de exercícios “chatos” foram necessários para que ele chegasse ao ponto de conseguir pensar rápido desse jeito, de conseguir rimar sem precisar de papel e caneta, sem horas de produção?
    Cortar o fio para desarmar uma bomba leva 2 segundos. Saber qual fio cortar, exige uma vida inteira.

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